Ares, o deus da guerra! Em sua estória verídica de amor.

Publicado: abril 1, 2013 por slyfer052 em Contos
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Tudo estava serenamente calmo no gigante e principal palácio do Monte Olimpo. Os céus azuis sobre as nuvens, o sol a brilhar na doce manhã… Essa era linda paisagem que Hera observava enquanto ficava sentada na varanda do palácio, lixando suas unhas. Todavia, aquela não era uma manhã comum. Tudo bem, era. Mas não por muito tempo. Hera ouviu a gigante porta se abrindo, seguido de passos pesados e familiares no qual fizeram ela já imaginar o que vinha pela frente…

– CADE MINHA COMIDA, MULHER?!?! – Gritou Zeus entrando no recinto, com todos os seus músculos e sua áspera barba branca lhe davam aquele ar onipotente.

– Êpa! Mulher nada, sou uma Deusa, ok? – Se prostrou se na situação, enquanto fazia um jogo de movimentos com a cabeça e as mãos. – E antes de mais nada, BOM DIA pra você também! – Voltou a lixas suas unhas.

Ele olhou sério pra ela, fechou os punhos, respirou fundo… E bufou. Ele odiava esse jeito ranzinza dela, sabia que estava errado mas ela poderia ser mais compreensiva, havia sido um dia cansativo. Ao descer a Grécia, milhares de filósofos começaram a discutir de ele existia ou não, e começaram a pedir provas e feitos e nossa! “Foi um saco”.

Todavia, Hera não era compreensiva, e ele não tinha outra opção a não ser aceitar os fatos.

– Bom dia, cadê minha comida?

– Ué, deve estar na cozinha… BERENICEEEE!!! Vem servir esse infeliz! – Esbravejou Hera.

– Infeliz? Como se atreve a falar assim comigo Hera?

Ela o encarou, séria. Como quem precisava de pouco mais para iniciar uma briga.

– Me chamou senhora? – Apareceu Berenice por trás da porta. Mulher simples e já de certa idade que havia sido contratada para trabalhar no Olimpo, a pouco tempo através de uma agencia de emprego chamada de “Divina”. Agencia meio simples, mas muito competente. Inclusive, consegui esse meu trabalho como narrador de histórias lá, recomendo.

– Chamei, pega comida pra esse estrupício, por favor – Sorriu.

– O que?

– Pega comida pro seu patrão.

– O que? – Ta, o problema era que Berenice além de ser alguém muito humilde e com poucos modos, ela tinha um pequeno problema de semi-grande-surdez proveniente de uma festa do vinho. Ótima festa, lembro-me que apareceu um primo de Zeus que conseguia transformar água em vinho… Esse dia foi massa…

Mas isso é história pra outro conto, na verdade, nem sei por que estou contando tanto sobre Berenice… Continuando.

-… – Hera a encarou por um minuto… Ajeitou seus cabelos louros – Berenice…

– Pois não?…

– Pegue o prato de comida para seu patrão… – Disse calmamente. Já pensando em como demiti-la no fim do expediente.

– Ah! É pra já – Sorriu a senhorinha com os poucos dentes que tinha.

A mulher partiu, e os dois Deuses ficaram sem trocar um olhar por minutos. Fazendo uma pequena pirraça entre si. Mas isso, sinceramente, tanto faz. Pois iniciarei agora, a verdadeira e emocionante história de Ares, Deus da guerra. Que teve batalhas vindouras contra gigantes, mortais e muitos outros deuses! Pode ao ter ganhado todas as batalhas, mas venceu muitas delas! E naquele momento, era ele quem entrava no grande palácio de Zeus. Com suas vestes de batalha e espada presa à cintura. Músculos volumosos e um lindo elmo de guerra em suas mãos. Ele era um cara simpático, de bom coração, trabalhador, responsável… E que a cima de tudo, adorava seus pais, Zeus e Hera.

– EAEEEEEEEE Família! – Deu um belo sorriso enquanto andava em direção aos pais, atravessando aquele enorme salão d’onde estavam.

Hera e Zeus se entreolharam, e tiveram um curto diálogo apenas com o olhar: “Ta vendo, é seu filho”, “Eu? Não foi eu que criei isso não…”, “Não? Vai dizer agora que eu também saio por ai te traindo, é?”, “Não comece com esse seu ciúmes, eu nunca te trai Hera”, “Você pensa que me engana… Não é, safado?”.

– Então pai, tenho um papo sério pra falar contigo. Lembra daquela carroça que você me emprestou?

Zeus teve uma pequena desaceleração de seu coração naquele momento, piscou algumas vezes, e tentou manter a consciência.

– Minha carroça novinha, cromada, com airbag, direção hidráulica, ar-condicionado e frigobar?

– Essa mesma!… Eu bati – Disse com desdém.

– O que? – Zeus teve seu mundo em câmera lenta. Girando.

– Mas fica sussa, o alto falante ficou intacto!

E de tanto “girar e girar” em sua mente, Zeus caiu, semi-desmaiado.

– Ah, mais essa agora… O Berenice! Vem ajudar meu marido aqui! – Gritou Hera, ainda lixando suas unhas, que deviam ser infinitas pelo jeito.

– Chamou Senhora?

– Vem aqui ajudar meu marido!

– O que?

-… Esquece Berenice… Esquece…

– Mas fica tranquilo véio, depois eu te pago.

E Zeus, repentinamente teve seus olhos embranquecidos totalmente por uma estranha luz divina.

– Ta beleza então, to vazando – Disse o filho que tentou sair de fininho. Mas foi perseguido por vários raios que foram disparados em seguida.

TA, TA, TA!!! – o som ecoava pelas paredes límpidas do palácio.

– Volta aqui! Ainda não terminamos! – Gritou o Deus dos trovões, que saiu enraivecido atrás do filho.

“Infantil e irresponsável igual ao pai…”, pensou Hera.

Tudo bem, talvez eles não se dêem tão bem assim, mas ao menos, Ares ainda era uma cara legal com as pessoas, deuses ou mortais, e convenhamos super romântico.

Pouco depois, Ares foi para uma taverna ali perto, local simples mas de bom vinho e ótimas mulheres. E uma dessas, com corpo esbelto e curvas completas passou ao lado de nosso herói. Ele a olhou de cima a baixo, e segurou a mão delicada da moçoila. Tirou seu óculos de lente amarela, e disse:

– Gata, me chama de Deus grego que eu te levo pro Olimpo, sua linda!

– Putz… – Ela puxou a mão, e se afastou enojada.

Após aquele singelo fora, ele senta ao balcão.

– Me vê uma Itaipava!

– É… Aqui só temos vinho, senhor…

– ah, claro, pode ser…

Sabe… Talvez ele não seja o mais romântico e pareça mais um alcoólatra nesse momento, entretanto, existiu um momento, naquele mesmo recinto inclusive, em que Ares conheceu seu grande amor. Foi um dia qualquer, como qualquer outro… Aquele amor que vem de um lugar inexplicável e toma conta de todo nosso existir. Ela entrou na taverna suavemente, com seus véus sendo balançados pelo vento. Ele a olhou e sentiu seus batimentos aumentarem arduamente. Seus olhos, seu olhar, seu corpo, além de perfeita ela tinha um semblante único! Ela passou ao lado de Ares, e o mesmo não pôde perder a oportunidade.

E por uma coincidência do destino, seus olhos se cruzaram.

– Nossa, jamais vi mulher tão bela quanto você – Ares segurou suas mãos delicadas.

– E eu, jamais vi homem tão forte quanto você – Ela admirava os músculos volumosos do Deus.

– Qual é o nome da mulher o qual roubou meu coração?

– Afrodite… E o seu?

– Ares, o deus da guerra! – Fez uma ceninha básica se vangloriando. – E sinceramente Afrodite, acho que nós temos algo especial. Meu coração nunca ficou tão bolado por alguém.

– Eu também sinto isso…

E sentiam, realmente sentiam!

– Eu… Te amo! – Declarou nosso amável e bondoso Deus.

– Também lhe amo… – Ela caiu aos seus braços.

– Então é isso! Vamos nos casar?

– Ain, querer eu até queria… Mas, eu já sou casada, com Hefesto! – Ela diz com pesar, enquanto Ares a coloca em pé.

E eles se encaram por segundos, se perguntando se realmente pertenciam um ao outro, e até onde iria esse amor.

– Vamos nos encontras escondidos… Ele jamais desconfiará.

– Isso, isso! Vamos sim! – Os olhos dela brilhavam de excitação. – Como que está o seu perfil no face?

– Ares – Deu uma sensualizada no olhar – O Deus da guerra!

– Vou te add, gato – Ela piscou.

E assim Ares conheceu o grande amor da sua vida… Obrigado pela atenção, tenham um ótimo fim de semana.

O que? O que aconteceu com eles?

Ahhh, isso é pra semana que vem. Boa parte dos escritores aqui da agencia estão de férias, portanto, vamos concluir essa história na próxima semana.

Acho.

Mas fiquem tranquilos que assim que me passarem roteiro dessa fantástica e verídica estória, eu volto a narrá-la a vocês.

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