Posts com Tag ‘adolescencia’

Gritava

Publicado: setembro 17, 2013 por slyfer052 em Contos, cronicas
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Suas pernas tremiam enquanto apoiava suas mãos no armário atrás da mesma, tentava subir, fugir. Sua respiração falhava num ritmo acelerado, buscava o ar mas nada alcançava. Só conseguia fazer uma coisa.

Gritar.

A criatura, todavia apenas a observava.

Parada, estagnada numa ânsia nauseante.

Seus gritos agudos acordaram todos de casa, restava saber se chegariam a tempo de salva-la.

Outro grito de desespero foi lançado ao ar.

O monstro deu um passo a frente.

A jovem subiu o armário, com nojo, quase escorregando por suas mãos… Suando frio. Tentando se ajeitar desesperadamente para não cair e conseguir subir. O ser infernal a seguiu… Lentamente.

Em breve, Aline deixaria de ser a garota alegre que todos conheciam… Deixaria de ser.

E quando suas lágrimas começaram a cair…

Ouviu-se um clack.

Seu pai matou a barata que subia o armário.

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Ilícitez

Publicado: setembro 5, 2013 por slyfer052 em cronicas
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E se não existisse o mundo?

Quer dizer, e se não houvesse local para a gravidade agir? Vagaríamos pelo espaço? Nossa, seria complicado, veria todo mundo! Pera, bem, todas as pessoas já que o mundo não existiria… Mas… Se não tem gravidade, estaríamos rodando pelo espaço… Iriamos trombar com muita gente e as pessoas viveriam brigando, só que dessa vez teriam desculpa… Até que seria engraçado vê-las voando por ae… HAHAHA!!!

Sério! Muito dahora! HAHAHA

– Cara, do que que você tá falando? HAHAHA

– Sei lá! Mas me da mais uma ae… HAHA

– HAHAHA

– HAHA

– HAHA

– HÁ

– HAHÁ

– Sério, me passa mais uma ae…

Aquilo

Publicado: fevereiro 12, 2013 por slyfer052 em Contos
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Os dois juntos tiveram grandes momentos, mas não quando pequenos.

– …

– …

O início se fez na adolescência, quando a vida começa a ter mais vida! Quando as idéias e vontades correm a mil.

– Quer namorar comigo?

– Depende, qual sua operadora?

Entretanto, apesar da relação boba, os laços se efetivaram e tudo aquilo se tornou algo mais forte.

– Lírios? Porque não me comprou rosas?

– Você só reclama também né…?

Inclusive, forte o suficiente para lhes acorrentar.

– Lua de mel no Nordeste?

– Nãaaaao reclamaaáa…!

E no fim, uma família tornar.

– Cadê a Julia?

– Sei lá, não tava com você?!

O tempo porém, é complicado, inexplicável, irônico, tonto. Tão tonto, mas tão tonto que algumas coisas tornam-se tão normais que simplesmente se perdem…

– Você lembra de quando nos conhecemos?

– … Nossa, eu não me lembro.

– Pois é, eu também não consigo me lembrar…

– …

– …

– … Mas você sabe que ainda te odeio, né?

– Sei, eu te amo também.

… Se perdem, mas aquele sentimento nunca se foi.

O início

Publicado: dezembro 17, 2012 por slyfer052 em Contos
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Acordei.

Abri meus olhos e o vi a me observar.

Ele sorriu ao perceber que acordei, com seus fixos olhos a mim. Vindo da janela, o vento sussurrava enquanto fazia as vestes dele balançar suavemente.

Embasbacada, minha reação foi a surpresa e a gelidez repentina de minha alma. E calada, foi ali que tudo começou, o futuro da minha perdição.

Fugi de casa

Publicado: novembro 23, 2010 por slyfer052 em Contos
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            Após brigar com minha família e ter fugido de casa, estava sentado na calçada, vendo o céu que brilhava, vendo as pessoas passarem… Algumas olhavam para mim assustadas, enquanto outras olhavam maravilhadas com minha beleza. Logicamente, aproveitava a situação, e me exibia para quem passava. Algumas meninas, até me davam bola, mas queria apenas zoar, não dava tanta atenção.

            Algumas horas se passaram, e acabei ficando com sede… Mas minha casa estava muito longe. Resolvi esperar alguém passar.

           – Ei velho! Traz a minha água! – gritei.

           Mas o velho em questão, não sei por que, se assustou!

           – Poxa, que susto você me deu! – Disse ele.

           Velho maluco… Pelo menos ele vai pegar a minha água, pensei. – Mas não foi o que aconteceu. O velho seguiu em frente, como se eu não tivesse falado nada. – e agora, o que eu faço…? – Esperei outra pessoa passar.

           – Ei moça! Traz água pra mim! Por favor! – Dessa vez pedi, ”por favor”, talvez a minha falta de educação tenha feito o velho me ignorar anteriormente…

           A moça olhou pra mim, me encarou por uns segundos e seguiu em frente. De novo, fui ignorado. – Por que estavam me ignorando? Será que ninguém gosta mais de mim? – A tristeza bateu, ignorado, sozinho, longe de casa… A tristeza foi tanta, que até esqueci da minha sede… Só conseguia pensar na solidão em que me encontrava… – Talvez, tenha sido má idéia ter fugido de casa.

           – Achei você! Vem Rex!

           Meu dono me chamou, e com alegria fui até ele.