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Algo estranho

Publicado: março 12, 2013 por slyfer052 em Contos
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Então, o exausto urso chegava do passeio em família. Havia ficado horas no shopping esperando sua esposa escolher o melhor lacinho, e gastado fortunas na loja de brinquedo com seu filho – Que dia… Que dia… – Pensava consigo.

Abriu a porta e notou algo estranho. Parecia tudo normal… Todavia algo estava estranho. A sala estava perfeitamente em ordem.

– Vamos comeeeeeeeerrr! – gritou Nicolas, seu guloso filho urso – correndo para a cozinha.

Sua esposa Helena o encarava.

– Que foi amor?

Ele a fitou por segundos -… Nada…

– Não precisa ficar envergonhado, sei que me achou linda com esse lacinho novo – Esbanjou humildade.

– PAAAAAAI!!! –Berrou o pequeno.

O gigante correu para a cozinha e a encontrou em perfeito estado, tirando dois fatores: uma das cadeiras estava quebrada, e uma das sopas que haviam deixado para esfriar simplesmente desapareceu…

Os três se entreolharam assustados. Nunca havia ocorrido algo semelhante com eles… O ursinho agachou perto dos trapos de madeira e segurou as lagrimas.

– Minha cadeira…

A mãe ficou assustada, olhando para a cena. Embasbacada.

Já pai urso começou a investigar por toda a casa, todos os objetos, todos os móveis, tudo nos mínimos detalhes, mas de novo não encontrou nada…

Entretanto, num forte tom de ironia, foi ao tentar se acalmar que sentiu algo estranho no ar… Um cheiro. Logo, a gigantesca criatura subiu as escadas correndo e soltando urros enraivecidos se deparando com uma pequena donzela, dormindo na menor cama da família.

Ela vestia um vestido azul claro, era loira com vários cachinhos, uma graça. Principalmente dormindo com suas mãos juntas sob a cabeça. Linda.

O urso não teve duvidas.

– RRWWWOOOOOOOOAAAAAAARRRRRRR!!! – Rugiu o urso.

O cérebro da pequena pensou em despertar com o susto, com o urso, com a movimentação! Mas antes disso a menina se espatifou contra a parede dura. Pareceu uma boneca voando com a forte patada do urso, e simplesmente se desmontando na parede.

Estava morta a menina.

O filho e a esposa olharam para o pai sem saber o tipo de reação que deveriam ter…

– Pronto, estamos bem agora – Disse o pai urso, tranquilo.

Depois desse dia, o líder da família urso sempre deixou a porta de sua casa aberta. Nunca se sabe quando uma outra ótima refeição poderia entrar em sua moradia.

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Fuga

Publicado: julho 19, 2012 por slyfer052 em Contos
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-Cuidado! Os aliens estão atrás de você! – Gritava meu primo, Leonardo.

Pulei para trás do sofá, me protegendo dos tiros.

– Essa foi por pouco…

– Sorte a sua que eu vi os aliens e te avisei. Você me deve uma.

– É.

Os aliens se aproximavam cada vez mais, estavam quase na sala.

– Vamos correndo para cozinha, lá é mais fácil de nos protegermos! Vai você na frente, eu te dou cobertura! – Disse empurrando meu primo.

– Tá

Ele correu, os tiros vieram, passavam sobre sua cabeça. Atirei em alguns aliens mais distraídos. Corri em seguida. E vi meu primo perdendo o equilíbrio, caído para frente. Segurei-o rapidamente, puxando para trás.

– Agora estamos empatados.

-Ok, ok – ele apontou para frente, e vi um penhasco.

Como ele aparecera no corredor? Não sei, mas ele estava lá! E não tínhamos tempo para discutir sobre isso!

Fomos pro meu quarto, peguei alguns equipamentos e voltamos pro penhasco. Atirei uma flecha com uma corda, que se prendeu na parede ao fim do corredor.

– Rápido! Os aliens estão chegando! – disse Leonardo.

Amarrei o outro lado da corda em algum lugar, me segurei na corda e atravessei. Atirei em alguns aliens que se aproximavam enquanto meu primo atravessava o penhasco.

-Pronto… Estamos na cozinha.

Viramos-nos, e percebemos que estávamos em um campo de lava… Lava brotava da pia, e estava rapidamente tomando a cozinha.

-Rápido! Vamos subir nas cadeiras! – Gritei, já subindo em uma.

Leonardo subia, mas seu pé escorregou, e ele caiu no chão.

-Nãããooo! Leeeoooooooooo!

-Ahhhhh! – Gritou ao bater a cabeça no chão, meio segundo depois, foi tomado pela lava – Eu estou derretendooooo!

A cadeira começava a derreter e a lava a subir. Pulei cima da mesa, e depois para o armário. Os aliens por sua vez, pararam. Ao invés disso, sua “chefa” apareceu. Tinha 1,67, era meio gordinha, tinha cabelos longos, rosto de bolacha, e era minha mãe.

– Sai já daí de cima! Os dois, fora da minha cozinha! Já disse pra brincarem lá fora!