Posts com Tag ‘fantasia’

Tudo estava serenamente calmo no gigante e principal palácio do Monte Olimpo. Os céus azuis sobre as nuvens, o sol a brilhar na doce manhã… Essa era linda paisagem que Hera observava enquanto ficava sentada na varanda do palácio, lixando suas unhas. Todavia, aquela não era uma manhã comum. Tudo bem, era. Mas não por muito tempo. Hera ouviu a gigante porta se abrindo, seguido de passos pesados e familiares no qual fizeram ela já imaginar o que vinha pela frente…

– CADE MINHA COMIDA, MULHER?!?! – Gritou Zeus entrando no recinto, com todos os seus músculos e sua áspera barba branca lhe davam aquele ar onipotente.

– Êpa! Mulher nada, sou uma Deusa, ok? – Se prostrou se na situação, enquanto fazia um jogo de movimentos com a cabeça e as mãos. – E antes de mais nada, BOM DIA pra você também! – Voltou a lixas suas unhas.

Ele olhou sério pra ela, fechou os punhos, respirou fundo… E bufou. Ele odiava esse jeito ranzinza dela, sabia que estava errado mas ela poderia ser mais compreensiva, havia sido um dia cansativo. Ao descer a Grécia, milhares de filósofos começaram a discutir de ele existia ou não, e começaram a pedir provas e feitos e nossa! “Foi um saco”.

Todavia, Hera não era compreensiva, e ele não tinha outra opção a não ser aceitar os fatos.

– Bom dia, cadê minha comida?

– Ué, deve estar na cozinha… BERENICEEEE!!! Vem servir esse infeliz! – Esbravejou Hera.

– Infeliz? Como se atreve a falar assim comigo Hera?

Ela o encarou, séria. Como quem precisava de pouco mais para iniciar uma briga.

– Me chamou senhora? – Apareceu Berenice por trás da porta. Mulher simples e já de certa idade que havia sido contratada para trabalhar no Olimpo, a pouco tempo através de uma agencia de emprego chamada de “Divina”. Agencia meio simples, mas muito competente. Inclusive, consegui esse meu trabalho como narrador de histórias lá, recomendo.

– Chamei, pega comida pra esse estrupício, por favor – Sorriu.

– O que?

– Pega comida pro seu patrão.

– O que? – Ta, o problema era que Berenice além de ser alguém muito humilde e com poucos modos, ela tinha um pequeno problema de semi-grande-surdez proveniente de uma festa do vinho. Ótima festa, lembro-me que apareceu um primo de Zeus que conseguia transformar água em vinho… Esse dia foi massa…

Mas isso é história pra outro conto, na verdade, nem sei por que estou contando tanto sobre Berenice… Continuando.

-… – Hera a encarou por um minuto… Ajeitou seus cabelos louros – Berenice…

– Pois não?…

– Pegue o prato de comida para seu patrão… – Disse calmamente. Já pensando em como demiti-la no fim do expediente.

– Ah! É pra já – Sorriu a senhorinha com os poucos dentes que tinha.

A mulher partiu, e os dois Deuses ficaram sem trocar um olhar por minutos. Fazendo uma pequena pirraça entre si. Mas isso, sinceramente, tanto faz. Pois iniciarei agora, a verdadeira e emocionante história de Ares, Deus da guerra. Que teve batalhas vindouras contra gigantes, mortais e muitos outros deuses! Pode ao ter ganhado todas as batalhas, mas venceu muitas delas! E naquele momento, era ele quem entrava no grande palácio de Zeus. Com suas vestes de batalha e espada presa à cintura. Músculos volumosos e um lindo elmo de guerra em suas mãos. Ele era um cara simpático, de bom coração, trabalhador, responsável… E que a cima de tudo, adorava seus pais, Zeus e Hera.

– EAEEEEEEEE Família! – Deu um belo sorriso enquanto andava em direção aos pais, atravessando aquele enorme salão d’onde estavam.

Hera e Zeus se entreolharam, e tiveram um curto diálogo apenas com o olhar: “Ta vendo, é seu filho”, “Eu? Não foi eu que criei isso não…”, “Não? Vai dizer agora que eu também saio por ai te traindo, é?”, “Não comece com esse seu ciúmes, eu nunca te trai Hera”, “Você pensa que me engana… Não é, safado?”.

– Então pai, tenho um papo sério pra falar contigo. Lembra daquela carroça que você me emprestou?

Zeus teve uma pequena desaceleração de seu coração naquele momento, piscou algumas vezes, e tentou manter a consciência.

– Minha carroça novinha, cromada, com airbag, direção hidráulica, ar-condicionado e frigobar?

– Essa mesma!… Eu bati – Disse com desdém.

– O que? – Zeus teve seu mundo em câmera lenta. Girando.

– Mas fica sussa, o alto falante ficou intacto!

E de tanto “girar e girar” em sua mente, Zeus caiu, semi-desmaiado.

– Ah, mais essa agora… O Berenice! Vem ajudar meu marido aqui! – Gritou Hera, ainda lixando suas unhas, que deviam ser infinitas pelo jeito.

– Chamou Senhora?

– Vem aqui ajudar meu marido!

– O que?

-… Esquece Berenice… Esquece…

– Mas fica tranquilo véio, depois eu te pago.

E Zeus, repentinamente teve seus olhos embranquecidos totalmente por uma estranha luz divina.

– Ta beleza então, to vazando – Disse o filho que tentou sair de fininho. Mas foi perseguido por vários raios que foram disparados em seguida.

TA, TA, TA!!! – o som ecoava pelas paredes límpidas do palácio.

– Volta aqui! Ainda não terminamos! – Gritou o Deus dos trovões, que saiu enraivecido atrás do filho.

“Infantil e irresponsável igual ao pai…”, pensou Hera.

Tudo bem, talvez eles não se dêem tão bem assim, mas ao menos, Ares ainda era uma cara legal com as pessoas, deuses ou mortais, e convenhamos super romântico.

Pouco depois, Ares foi para uma taverna ali perto, local simples mas de bom vinho e ótimas mulheres. E uma dessas, com corpo esbelto e curvas completas passou ao lado de nosso herói. Ele a olhou de cima a baixo, e segurou a mão delicada da moçoila. Tirou seu óculos de lente amarela, e disse:

– Gata, me chama de Deus grego que eu te levo pro Olimpo, sua linda!

– Putz… – Ela puxou a mão, e se afastou enojada.

Após aquele singelo fora, ele senta ao balcão.

– Me vê uma Itaipava!

– É… Aqui só temos vinho, senhor…

– ah, claro, pode ser…

Sabe… Talvez ele não seja o mais romântico e pareça mais um alcoólatra nesse momento, entretanto, existiu um momento, naquele mesmo recinto inclusive, em que Ares conheceu seu grande amor. Foi um dia qualquer, como qualquer outro… Aquele amor que vem de um lugar inexplicável e toma conta de todo nosso existir. Ela entrou na taverna suavemente, com seus véus sendo balançados pelo vento. Ele a olhou e sentiu seus batimentos aumentarem arduamente. Seus olhos, seu olhar, seu corpo, além de perfeita ela tinha um semblante único! Ela passou ao lado de Ares, e o mesmo não pôde perder a oportunidade.

E por uma coincidência do destino, seus olhos se cruzaram.

– Nossa, jamais vi mulher tão bela quanto você – Ares segurou suas mãos delicadas.

– E eu, jamais vi homem tão forte quanto você – Ela admirava os músculos volumosos do Deus.

– Qual é o nome da mulher o qual roubou meu coração?

– Afrodite… E o seu?

– Ares, o deus da guerra! – Fez uma ceninha básica se vangloriando. – E sinceramente Afrodite, acho que nós temos algo especial. Meu coração nunca ficou tão bolado por alguém.

– Eu também sinto isso…

E sentiam, realmente sentiam!

– Eu… Te amo! – Declarou nosso amável e bondoso Deus.

– Também lhe amo… – Ela caiu aos seus braços.

– Então é isso! Vamos nos casar?

– Ain, querer eu até queria… Mas, eu já sou casada, com Hefesto! – Ela diz com pesar, enquanto Ares a coloca em pé.

E eles se encaram por segundos, se perguntando se realmente pertenciam um ao outro, e até onde iria esse amor.

– Vamos nos encontras escondidos… Ele jamais desconfiará.

– Isso, isso! Vamos sim! – Os olhos dela brilhavam de excitação. – Como que está o seu perfil no face?

– Ares – Deu uma sensualizada no olhar – O Deus da guerra!

– Vou te add, gato – Ela piscou.

E assim Ares conheceu o grande amor da sua vida… Obrigado pela atenção, tenham um ótimo fim de semana.

O que? O que aconteceu com eles?

Ahhh, isso é pra semana que vem. Boa parte dos escritores aqui da agencia estão de férias, portanto, vamos concluir essa história na próxima semana.

Acho.

Mas fiquem tranquilos que assim que me passarem roteiro dessa fantástica e verídica estória, eu volto a narrá-la a vocês.

Anúncios

Algo estranho

Publicado: março 12, 2013 por slyfer052 em Contos
Tags:, , , , , , , ,

Então, o exausto urso chegava do passeio em família. Havia ficado horas no shopping esperando sua esposa escolher o melhor lacinho, e gastado fortunas na loja de brinquedo com seu filho – Que dia… Que dia… – Pensava consigo.

Abriu a porta e notou algo estranho. Parecia tudo normal… Todavia algo estava estranho. A sala estava perfeitamente em ordem.

– Vamos comeeeeeeeerrr! – gritou Nicolas, seu guloso filho urso – correndo para a cozinha.

Sua esposa Helena o encarava.

– Que foi amor?

Ele a fitou por segundos -… Nada…

– Não precisa ficar envergonhado, sei que me achou linda com esse lacinho novo – Esbanjou humildade.

– PAAAAAAI!!! –Berrou o pequeno.

O gigante correu para a cozinha e a encontrou em perfeito estado, tirando dois fatores: uma das cadeiras estava quebrada, e uma das sopas que haviam deixado para esfriar simplesmente desapareceu…

Os três se entreolharam assustados. Nunca havia ocorrido algo semelhante com eles… O ursinho agachou perto dos trapos de madeira e segurou as lagrimas.

– Minha cadeira…

A mãe ficou assustada, olhando para a cena. Embasbacada.

Já pai urso começou a investigar por toda a casa, todos os objetos, todos os móveis, tudo nos mínimos detalhes, mas de novo não encontrou nada…

Entretanto, num forte tom de ironia, foi ao tentar se acalmar que sentiu algo estranho no ar… Um cheiro. Logo, a gigantesca criatura subiu as escadas correndo e soltando urros enraivecidos se deparando com uma pequena donzela, dormindo na menor cama da família.

Ela vestia um vestido azul claro, era loira com vários cachinhos, uma graça. Principalmente dormindo com suas mãos juntas sob a cabeça. Linda.

O urso não teve duvidas.

– RRWWWOOOOOOOOAAAAAAARRRRRRR!!! – Rugiu o urso.

O cérebro da pequena pensou em despertar com o susto, com o urso, com a movimentação! Mas antes disso a menina se espatifou contra a parede dura. Pareceu uma boneca voando com a forte patada do urso, e simplesmente se desmontando na parede.

Estava morta a menina.

O filho e a esposa olharam para o pai sem saber o tipo de reação que deveriam ter…

– Pronto, estamos bem agora – Disse o pai urso, tranquilo.

Depois desse dia, o líder da família urso sempre deixou a porta de sua casa aberta. Nunca se sabe quando uma outra ótima refeição poderia entrar em sua moradia.

Ele e ela

Publicado: março 9, 2013 por slyfer052 em Contos
Tags:, , , , , ,

Eles viviam brigando.

Ele, ela.

Corriam um atrás do outro, entre tapas, entre beijos, entre voadoras. Provocantes.

Entretanto, era muita bagunça, ninguém aguentava isso!

Ele dava um beijo, e ela ficava assustada, parada. Depois corria atrás do mesmo.

Viviam assim.

Apaixonados.

Brigando.

Brincando.

Causando desordem por todo mundo, estressando todos e castigando a tudo. Desde o mais simples solo a mais densa floresta… Da pequena casa do campo a grande cidade.

Então, os separaram… Alguém escolheu.

E eles vivem em um ciclo infinito. Ele corre por ela, e ela por ele.

O dia e a noite, girando e girando, um pelo outro, amando e sonhando.

 

 

 

Qualquer semelhança entre realidade, ou filosofias passadas é mera coincidência.

            A claridade se espalhava naquele ambiente inteiramente aberto. Sem objeto algum, sem nada material. Apenas a claridade, a luz, a paz.

            Um ótimo lugar pra se estar, um ótimo lugar para se relaxar, para se pensar na vida, nas crianças, no mundo…

            Tranquilo.

            Tchutchatchatchutchutcha

            Um som invadiu o local. O nada se desfez, alguns carros na terra bateram, e alguns anjos morreram naquele momento.

            – O que diabos, é isso?! – Indagou Deus ainda com sono.

            Puff! O diabo apareceu.

            – Chamou?

            – Não, não! De onde está vindo essa música?!

            – Que música? – Indagou o Coisa ruim enquanto coçava o chifre.

            – Fica quieto e presta atenção!

            Eles se aquietaram, e olharam ao redor lentamente, esperando algo estranho ou surreal. E então ouviram bem distante…

            Tchutchatchatchutchutcha…

            Mas ouviram.

            – O que é isso?! – Perguntou o Esquerdo, embasbacado com o som perturbador.

            – É o que estava me perguntando! – Ainda embasbacado.

            -… Talvez seja… Obra dos seus filhos…

            O som continuava e repetia infinitamente.

            – Han? Mas Jesus nunca faria uma coisa dessas! – Resmungou o pai protetor.

            – Não! Os outros filhos.

            – Ahhhhh, entendi. Será?

            E por um momento, o som parou.                   

            Eles se entreolharam rapidamente.

            – Parou.

            Todavia, outro som cortou o segundo silencioso.

            Aaaaaahhh lelek lek lek lek lek.

            Eles se entreolharam novamente, com um olhar simplesmente assustado. Que tipo de criatura poderia produzir tão odioso som? O diabo estava ali, então… Quem?

            Eles se aproximaram cautelosos, pouco a pouco, e uma estranha criatura se mostrou da claridade. Ela não os via, mas possuía uma bermuda maltrapilha, um óculos com lente amarela que deixaria qualquer demônio cego, e uma camisa preta com um cone verde estampado no peito.

            – Sério, o que é aquilo?

            – Não sei… Vamos fingir que não o vimos?

             Aaaaaahhh lelek lek lek lek lek – A criatura continuava

            – Acho que não vamos conseguir ignorar aquilo… – Disse Deus, pensante e pesaroso.

            – Bem, eu não moro aqui em cima – Riu o Canhoto.

            Deus projetou um olhar tão raivoso, mas tão raivoso que até o Diabo se afastaria. Não, pera.

            E ele realmente se afastou amedrontado.

            – Ok, ok, mas o que faremos? – Indagou então o pé de gancho.

            – Não sei…

            – Mas espera, já não está na hora dos julgamentos?

            – Não, não… O Gabriel sempre me acorda nesse horário.

            – E cadê ele?

            Deus olhou a sua volta, e nada. Só o diabo, e a criatura.

            – Ótimo… Ele não veio… – Deus começou a se irritar.

            O Diabo apenas observou.

            “Girando, girando, girando pro lado. Girando, girando, girando pro outro aaahhhhh lelek” – E antes que o som terminasse…

            – Então vamos acabar logo com isso – Disse o todo poderoso enquanto um estalo se fez, e a criatura apareceu diante deles.

            Assustada.

            Segurando algo em suas mãos que reproduzia aquele som terrível!

            As entidades se entreolharam, de novo.

            – Então era isso…

            Aaaahhhhhhhh lelek le… – TUUUUUUUUUMMMMMMMMMMM!!!!!!

            Um raio dantesco se materializou e simplesmente explodiu o aparelho demoníaco.

            – Poooooooooooooha véi!!! Que iço?! – Gritou a criatura sem entender o que acontecia!

            Deus se regozijou de alívio.

            Amém – Pensou.

            – Quem és tu?! – Perguntou com rigidez tamanha que cortou o mimimi do ser.

            – É… – Fitou a grande iluminação que pronunciava falas – Sou Uéslei.

            – Ah, Wesley você quer dizer, né? – Perguntou o Maligno

            – Não, Uéslei…

            – … – Diabo simplesmente inclinou a cabeça, tentando achar um raciocínio lógico sobre o porque desse nome.

            – Bem, Uéslei – Interrompeu Deus, já tentando finalizar o processo – Agora é o momento da verdade. Agora decidiremos se você vai para o céu, ou para o inferno. Você acha que deve ir para onde, e por que?

            – Caraaaaaaaaaaai véi!!! Eh sério isso?! Isso é tipo um julgamento?

            – É

            – Não, putz, não da nem pra acreditar, na moral.

            – Fala logo!

            – Eu, eu, eu acho que devia ir pro céu né véi. Porque tipo, eu respeito Deus p’a carai neh. É Deus em primeiro e dps a família neh.

            – Ta, gabriel, vê se tem algum registro dele no livro.

            Houve um período de silencio.

            – Gabriel?

            – Ele não…

            – Ah é! Então… – A poderosa entidade, olhou novamente o ser aparentemente humano em sua frente. – Estamos decididos, você vai pro inferno.

            – Oxi, mais porqe doutor? Uq qeu fis di erradu?

            As entidades se doeram por dentro.

            – Acho errado isso, você tem que dar uma chance a ele – Disse o Encruzilheiro – Você mal o deixou falar, e ele já disse que você sempre esteve em primeiro lugar!

            Deus ficou espantado com o Diabo. “Por que ele, logo ele, está recusando alguém no inferno?”… Pensou mais um pouco, e voltou:

            – Mas ele fala muito palavrão pra ser permitido no céu.

            – Todavia, o palavrão é apenas uma expressão e não retém maldade, é apenas a ignorância retida no que é errado.

            – Já lhe foi ensinado que é errado.

            – Mas não lhe foi mostrado as consequências! – Nesse momento, o Capiroto soltou um singelo sorriso.

            Foi então, que Deus refletiu… – Filho da puta!

            E estava feito, marcado, e apostado. Nenhum dos dois queria a criatura humanamente bestial, e lutariam até o fim para evitá-la. Uma briga que talvez mudasse o destino do mundo, do céu e inferno. Ninguém se atreveria a entrar no meio disto, ao menos não alguém consciente!

            – Eae galera, cheguei – Disse o anjo Gabriel, já tirando a mochila das costas– Desculpe o atraso, é que o lugar que você mandou eu enviar a ultima mensagem era muito longe… E no fim nem achei o lugar…

            Deus bufou. E percebeu que estava cansado de bufar. E bufou novamente.

            Ele pegou o envelope lacrado e olhou o destino: Acre.

            – Ué, não lembro de ter inventado esse lugar… Bem, depois eu resolvo isso. Rápido Gabriel, verifique o status dessa criatura no livro!

            E numa velocidade divinosa Gabriel tirou o livro de sua bolsa, e abriu na página requerida! Uéslei de Souza da Silva.

            – Bem, ele realmente cometeu coisas gravíssimas – Começou o anjo – Mas também viveu muito humildemente e não obteve oportunidades de ouvir a real palavra do senhor. Acho que poderíamos dar uma oportunidade a ele – Concluiu, satisfeito. Entretanto, ao olhar para Deus, sentiu que seria evaporado em segundos… – Oooou, ele realmente foi um criminoso muito maldoso, afinal não é normal alguém roubar um celular todo dia… – Então foi a vez do Tinhoso lançar um olhar tenebroso sobre o pobre anjo – … Espera ai!

            Gabriel pensou por um tempo enquanto os dois o encaravam raivosamente.

            – Senhor, você tem o endereço de onde aquele seu primo chato mora?

            -… Tenho, por quê?

            – Ótimo!

 

            …

 

            Mais tarde, Uéslei chegou a um lugar estranho, com grande e pesado portão de ouro. Ele forçou os olhos, usou o pouco conhecimento que tinha e leu: Valhalla.

Fada dos meus sonhos?

Publicado: março 6, 2012 por slyfer052 em poemas
Tags:, , ,

Hey pequena fada

Me deixa dormir?

Sem travessuras

Que me façam rir

 

Hey pequena fada

Me deixa descansar?

Suas asas cintilam

Me fazem pensar

 

Hey pequena fada

Porque atrapalha tanto?

Te vejo em todo lado

Já não me espanto

 

Hey pequena fada

Me deixe dormir?

Sem você eu consigo

Deixe-me iludir

 

Hey pequena fada…

Me deixe…

Grand-Protector

Publicado: novembro 13, 2011 por slyfer052 em Contos
Tags:, , , ,

O homem vagava pela rua deserta. O vento zunia em seu ouvido enquanto as folhas das arvores caiam. Apenas seus passos eram ouvidos naquela imensidão. A lua diante de seus olhos brilhava horripilantemente e as estrelas estavam a descansar. Cansado de seu serviço, Josh estava desnorteado, não conseguia sequer pensar em algo, apenas andava em direção à sua casa.

O tempo passava e apenas passos aconteciam, Josh olhou para os lados e viu um gato o acompanhando por cima de algumas casas. O gato o fitava, com olhos que brilhavam ao refletir a luz. Josh voltou seu caminho, mas o que não percebeu foi que neste mesmo momento o gato realizou uma grotesca transformação, seu corpo aumentou de tamanho, suas presas cresceram consideravelmente e suas garras tomaram tal forma horrenda e assassina, que qualquer coisa que a tocasse poderia facilmente ser cortada ao meio.

Que vida… – Era o que Josh pensava enquanto o gato se preparava para realizar o salto mortal.

Ele foi alguns passos para trás, correu, e saltou num silencio absoluto. Suas garras estariam nas costas da vitima em segundos.
E nesse mesmo período curto de míseros segundos o gato foi atingido por algo, e foi arremessado para longe.

Josh assustado, pôde apenas ver a poeira se levantando após o gato se chocar com a parede.

– Que porra é essa?…

– Pode ficar tranquilo! A equipe Grand-protector está aqui! Eu sou Rilf! – disse o menino alegre que agora estava ao seu lado. Possuía um boné vermelho, jaqueta de couro toda rasgada e uma bermuda azul, deveria ter uns 15 anos, com um rosto sutilmente infantil.

Então, Josh sentiu algo molhar-lhe.

– O que é isso?!… Porque vocês derrubaram um balde d’água em mim?!

– Simples, gatos não gostam de água, assim você estará seguro – Disse o outro com um certo orgulho enquanto arrumava seus óculos.

– Você é maluco?!

– Viu Smark, falei que não era uma boa idéia molhar ele… – Simplesmente falou Meg com um ar de desprezo, enquanto simplesmente arrumava seu cabelo loiro e cacheado.

O gato se levantava e se mostrava totalmente mais arisco do que a ultima vez… Monstruosamente mais arisco. Suas presas pediam sangue enquanto grunhidos de raiva eram pronunciados.

– Não é hora pra isso! O gato-demônio-dos-infernos está se levantando! Rápido formação alfa 3B! – Gritou Rilf.

Então, numa sincronia esplendida Rilf corria com sua espada em direção ao monstro seguido de Meg que segurava uma marreta gigante. Eles corriam rapidamente em ziguezague, pulavam de um lado pro outro, uma hora correndo pelas paredes e outra pelos telhados.

A lua brilhava sobre o local, provavelmente estava assistindo a cena com uma certa curiosidade e desprezo.

O gato ficou perdido com tanta correria, alem de não saber pra qual alvo olhar… Mas correu na direção deles quase que instintivamente.  Os dois que corriam seguraram as armas com mais força e saltaram em direção ao gato.

– Hahá, agora você já era!

Então o gato saltou por cima dos dois, desviando de seus golpes e desferindo suas garras nas costas dos mesmos. O impacto fora tão grande que os dois voaram no chão.

– Meu Deus! O que é aquela coisa? – Gritou Josh espantado ao ver a criatura bizarra.

– É um gato – explicou Smark, o de óculos que apenas observava a luta.

Rilf, que estava agora com sua cabeça enterrada no chão se esforçava para levantar… Suas costas e sua face agora estavam banhadas em sangue. Ele esfregou a mão no rosto tirando o excesso de sangue que escorria.

– Agora você me paga…

– Vai lá cara, tenho fé em você – disse Meg erguendo um punho para mostrar seu apoio, todavia, outros podem dizer que estava apenas cansada e sem energia para fazer alguma ação.

Rilf por fim correu mais uma vez em direção ao gato, sabia que estava em desvantagem, mas não podia desistir. Era seu dever, e se fosse necessário, morreria orgulhoso cumprindo tal dever. O gato correspondeu o desafio e correu em direção ao menino, seus olhos estavam sedentos por mais sangue. Na mente de Rilf, se passaram os anos de treinamento e esforço que teve nos últimos anos, se morresse aqui aquilo não teria sentido, todo aquele esforço seria desperdiçado… Assim, dotado de uma estranha energia ele criou forças para lutar, força esta que podia ser sentida em sua aura.

– ahhhhhhhhh!!! – gritava enquanto corria em direção ao monstro!

Então, num som único e inesperado, um tiro foi realizado, e o gato morreu. Logo depois, Smark assoprou a ponta de sua pistola que agora saia uma curta fumaça, e a guardou.

– Estou com sono, vamos dormir – Disse ele, seco.

– É, tudo bem, vamos

– Perae, to só retocando minha maquiagem… – Correu atrás deles em seguida.

E depois dessa cena de ação, nossos heróis se despedem de Josh e vão dormir em sua base secreta localizada na Rua Augusto Sampaio Estratisvaris nº 0, atrás do posto de gasolina.

***

– Meu Deus Josh! Porque você não levou o guarda-chuva? Eu falei que ia chover! – Disse a mãe preocupada após ver o filho ensopado adentrar sua casa.

***

Relatos de combate

Publicado: novembro 18, 2010 por slyfer052 em Contos
Tags:, ,

                A espada reluzia enquanto era erguida por meu general. Ele gritava em frente o batalhão. Pelo nervosismo, não entendia o que era dito, mas podia sentir as palavras entrando em minha mente. E aquele grito me deu vontade de viver, vontade de lutar por minha vida, vontade de ir à batalha.

                E então, a muralha foi rompida, os orcs a invadiram tão rapidamente quanto o voar de uma águia. Segurei minha espada com mais firmeza, e ajeitei meu escudo. – “Venham criaturas infernais!” – Eles vieram. A espada enferrujada de um deles passou pelo meu lado, desviei, e golpeei-o com a espada, cortando sua veste e a carne. Ele iria cair. Mas não o vi caindo, pois outros surgiam. Eles golpeavam incessantemente, e eu defendia com meu escudo buscando a sobrevivência. Outro orc atirara sua azagaia em minha direção, fui para trás. A azagaia passou pelo meu rosto, e eu a acompanhei com o olhar. Até que ela parou, fincada em outro soldado. – “Bosta!” – Matei o orc em minha frente. E lancei uma faca no orc que lançara a azagaia, a faca acertou o rosto. Não sei se matei ou não, não podia ir até lá conferir.

 Matei mais um orc. Tropecei em mais corpo. Desviei de mais um golpe. Vi outros soldados caindo. A visão era a mesma, não cessava. Entretanto, o desgaste, cada vez mais intenso. Minhas mãos tremiam, minha visão começava a perder o foco, os exércitos diminuíam, e os corpos aumentavam.

Os orcs estavam diminuindo. – “ganhamos!”, eu pensei. – Foi um rápido pensamento, rápido! Muito rápido! Pois ele foi interrompido com uma clava gigante. Eu havia sido golpeado por um troll. Voei por uns 2 metros até que me choquei com algo, que me fez parar, e consequentemente cair.  Levantei e olhei para cima, visando saber em que trombei. E vi uma clava enorme caindo em minha direção! Rolei desesperadamente para a esquerda. A clava bateu no chão, produzindo um estrondo forte, e rachaduras no chão. Havia trombado em outro troll! – “Só por que pensei que tínhamos ganhado a guerra…” – Minha espada não estava em minha mão, então a puxei da bainha. Todavia, na bainha ela também não estava. Ela havia caído de minha mão, e não havia tempo de procurar a espada da família. Peguei o primeiro objeto cortante no chão. –“Esse machado tem que servir!”- Segurei o machado com as duas mãos e esperei mais um golpe do troll. O golpe veio. Me agachei tentando desviá-lo. A clava raspa na ponta do meu elmo, sinto uma leve pancada, mas consigo continuar. Me levanto e num simples movimento, afundo a lâmina do machado na perna do troll. Ele solta um grito de dor e em fúria, se prepara para outro golpe. – “Esse golpe não vou aguentar” – Não poderia lutar sozinho contra o troll… Um golpe bem dado dele e eu morreria. Dei alguns passos para trás… O gigante correu em minha direção. Fiquei sem reação. O golpe veio, e acertou em meu peito, a armadura se amassou, e com ela, Meu corpo. Cai, quase sem consciência. Cuspia sangue, tentava me levantar, mas não me mexia… O troll, satisfeito continuou em busca da próxima vitima.

Permaneci ali, caído. Vendo criaturas passando, e corpos caindo. E após alguns segundos, que pareciam minutos, e que talvez fossem minutos. Um soldado pareceu. Tinha cabelos longos e uma armadura melhor protegida que a minha. Segurava uma espada longa com as duas mãos.

– Nós ganhamos soldado. Agora, descanse em paz.

                “Ganhamos!” – Eu sorri. Pelo menos eu pensei que sorri. Provavelmente o soldado não viu nada alem de um homem semi-morto espumando mais sangue. E então, a espada desceu, e cortou minha garganta.