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Acorda, rápido! Vai perder a hora! Se troca, isso não, outra! Puta que pariu! Perdeu o trem, corre, depressa, anda! Não para! E vai fazer o que lá? Mas vai falar isso mesmo? Ué, qual livro? Será que da tempo? Vou indo! Corre corre corre! Esquece, volta! Mas não era isso? Como assim? Ta, ok, vou fazer!
Não, não acredito nisso, Perdeu? e agora, tem jeito? Tá, eu faço, não entendi, ok, sim, sim, não não é assim, claro, pode deixar

Luzes piscando, na noite vagando, brilhando em desfoque
num eterno enfoque da noite sem fim

Rápido rápido!

pisca, brilha, entorta, endoida
Sempre na avenida sem  fim

tem fim?

Tem sim, fim.

. . .

Acorda, rápido! Vai perder a hora! […]

“São Paulo, a cidade que nunca para.”

Minha fuga

Publicado: março 11, 2013 por slyfer052 em poemas
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No tédio.

Para alguns a fome, a preocupação, a tristeza e a ansiedade são algumas das piores coisas que se pode pensar. Pra mim, o pior é pensar. A mente pode qualquer coisa, ao mesmo tempo em que me excita, me apavora! A liberdade dotada em poder ver sangue em flores, poder tudo e nada, me escraviza a pensar. Um terno pensar. O Problema se inicia quando essas fugas de realidade não obtêm êxito.

E é o tédio que me faz fugir.

Pensar.

Clocks do tempo

Publicado: dezembro 18, 2012 por slyfer052 em Contos
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Clock clock

O tempo vem me dizer

Clock clock

Vou lhe responder

 

Mas ele não me escuta

Clock clock

Está apenas a se entender

Clock clock

 

Minha mente presa no porque balançar

Clock clock

De um lado para o outro, do outro pra cá

Clock clock

 

Não se justifica

Clock clock

Está a tocar

Clock clock

 

Clock

Clock

O tempo vai parar?

Além?

Publicado: agosto 24, 2012 por slyfer052 em poemas
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Um olhar de boba ela tem

No trem seu olhar vai além

Da janela um mundo a se passar

O mundo da janela a se imaginar

 

As cores naturais no cair do dia

Nada, tudo se cria

A imagem reflete o pensamento guardado

Transbordando em ideias presas no passado

 

Além se vai a observar

Além se vai a criar

Além…

Fada dos meus sonhos?

Publicado: março 6, 2012 por slyfer052 em poemas
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Hey pequena fada

Me deixa dormir?

Sem travessuras

Que me façam rir

 

Hey pequena fada

Me deixa descansar?

Suas asas cintilam

Me fazem pensar

 

Hey pequena fada

Porque atrapalha tanto?

Te vejo em todo lado

Já não me espanto

 

Hey pequena fada

Me deixe dormir?

Sem você eu consigo

Deixe-me iludir

 

Hey pequena fada…

Me deixe…

Acorrentado

Publicado: março 2, 2012 por slyfer052 em poemas
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E naquela pequena casa do bosque eu vivia acorrentado. Sempre no canto amarrotado. Da janela apenas observava os pássaros a cantar. Livres a voar.

Eis que então, um dos pássaros veio a mim dialogar. Parecia com pressa, sempre a cantarolar.

– Porque está com essa cara amuada meu caro rapaz¿

Não ousei, mas minha alma se pôs a falar:

– Aqui estou acorrentado, trancafiado nesse lugar!

-Mas não vejo nenhuma corrente a te amarrar – Disse com uma duvida no ar – Venha se divertir conosco, estamos a cantar!

Assim, meu corpo se mexeu finalmente, quebrando as correntes que a muito prendia minha mente.

Homem importuno

Publicado: dezembro 26, 2011 por slyfer052 em Contos, poemas
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Fiz pra uma amiga [meses atrás], mas só agora quis postar [sim, ficou muito bizarro e sem sentido].

– Olá menina tristonha, o que lhe deixa desse jeito?

– Apenas a triste história de um simples desejo

– E que história é essa que tanto lhe entristece?

-Um desejo que não se realiza, não importa o quanto eu reze

– E que desejo é esse que tanto não lhe obedece?

-Que meu coração adoecido se cure, mas o desejo nunca cede

– E em seu coração adoecido, o que causa essa dor que está lhe oprimindo?

– De um amor do passado, a muito rompido

– Se foi a muito rompido, porque ainda se põe a chorar?

– Pois o passado me veio à memória, e minha alma começou se a desabar

– E precisa tanto desabafar?

– Preciso muito! Estou a desmoronar!

– Então pode usar-me para seu desabafo, farei isso de bom grado

PÁ! – então lhe tiro sua vida, seu maluco chato

– Cofcof, porque fizeste isso? Só queria te ajudar

– Pois é, mas começou a me importunar

– Cofcof, e fazendo o que fez lhe deixou mais aliviada?

– Para ser sincera, minha alma está lavada

– Cofcof, então fico feliz, mas não ligue para essas coisas da vida, afinal, já passou…

– Adeus homem estranho, que de tanto me infernizar, me “paziou”

-Cofcof… Cof…