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A conta

Publicado: fevereiro 12, 2014 por slyfer052 em Contos
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– A conta, por favor – Matheus fez um gesto de estar assinando algo.

O garçom assentiu.

– E então, gostou daqui?

– Achei lindo! A decoração, a comida, a vista… – Marina apontou para a janela com a vista da grande cidade de São Paulo com centenas de pequenos pontos brilhosos, sem falar na linda e serena lua que se prostrava cheia perante a eles – Você… Achei tudo maravilhoso!

Os dois sorriram timidamente.

– Sabe, existem outros lugares tão bonitos quanto este, posso te levar se quiser.

– Eu adoraria – Seus olhares estavam fixos e pouco a pouco seus rostos foram se aquecendo e avermelhando. Um pequeno toque de vergonha lhes percorreu.

– Aqui está senhor – Entregou a conta, o garçom.

– Obrigado.

Matheus abriu a comanda ainda com a expressão de felicidade em seu rosto, mas ao ler o valor seus olhos arregalaram, a música parou, a criança chorou, e tudo em volta ficou mais lento. Ele analisou Marina o olhando ainda maravilhada, observou todos os clientes bem vestidos no recinto, olhou novamente a conta…  E percebeu o quanto foi infeliz em escolher aquele restaurante.

Joelson, o garçom, coitado, estava ao lado apenas observando.

O tempo voltou a circular normalmente, a música voltou, e Mateus saiu do pequeno transe.

– Caralho – Deixou escapar.

– Oi? – Perguntou a jovem – Não entendi.

– Agasalho… Está muito frio aqui, não acha?

– Mas… Você está suando…

Uma gota gigante de suor escorreu de sua testa percorrendo todo o seu rosto.

– Quer dizer, está calor demais não está?

Marina inclinou a cabeça pro lado, tentando assimilar e achar o sentido naquela conversa.

– Tá…

– Por favor – Matheus sinalizou para Joelson se aproximar e cochichou em seu ouvido – Vocês parcelam em até quantas vezes?

– Em 3 vezes, senhor – Disse Joelson em alto e bom som.

– Err… – Ainda sim, era muito!

– Matheus, não tem problema – Se intrometeu a garota – Eu ajudo a pagar – Sorriu.

– Nãaao, não precisa. Eu pago.

– Parcela pra mim em 3 vezes, por favor – Falou para o garçom.

– Porque eu não posso ajudar a pagar? Eu também comi.

– É a lei, o homem pagar a conta, pelo menos no primeiro jantar.

– Ah é? Lei de quê?

– Lei da vida – Sorriu – Em 3 vezes por favor.

Joelson começou a colocar os dados na máquina do cartão…

– Lei da vida nada, isso é machismo! Acha mesmo que eu vou deixar você pagar sozinho? Divide a conta em dois, por favor.

Joelson cancelou a operação e iniciou outra…

– Não, não é necessário. Eu pago tudo.

Joelson parou, e resolveu esperar.

– Não é justo com você, eu vou pagar metade – Disparou a moçoila – Vou pagar e não saio daqui até pagar a minha parte! – Fez uma cara birrenta e emburrou.

– Tá… Pode dividir por dois então…  – No fundo, Matheus quase chorou de felicidade.

Joelson calculou e mostrou,

– Senhores, seria esse valor pra cada um, podendo ser dividido em até 3 vezes…

Então ela respirou fundo, pensou um pouco e assentiu.

– Tudo bem Matheus, viva o machismo. Você pode pagar.

– O que? Não, agora você paga também.

– Eu? Hahaha! Mas eu sou uma dama, e VOCÊ está me cortejando, faça seu papel e pague o jantar.

– Então você é dessas que são “compradas”?

– Ohhh, fala direito comigo!

– Ou o que?

– “Ou o que?”? Eu vou te mostrar o que!

Quando notaram, os dois estavam apoiados em cima da mesa, de frente para o outro, berrando no restaurante.

E num piscar rápido de olhos, deram seu primeiro beijo…

– Senhores, preferem que eu volte mais tarde?

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Tudo estava serenamente calmo no gigante e principal palácio do Monte Olimpo. Os céus azuis sobre as nuvens, o sol a brilhar na doce manhã… Essa era linda paisagem que Hera observava enquanto ficava sentada na varanda do palácio, lixando suas unhas. Todavia, aquela não era uma manhã comum. Tudo bem, era. Mas não por muito tempo. Hera ouviu a gigante porta se abrindo, seguido de passos pesados e familiares no qual fizeram ela já imaginar o que vinha pela frente…

– CADE MINHA COMIDA, MULHER?!?! – Gritou Zeus entrando no recinto, com todos os seus músculos e sua áspera barba branca lhe davam aquele ar onipotente.

– Êpa! Mulher nada, sou uma Deusa, ok? – Se prostrou se na situação, enquanto fazia um jogo de movimentos com a cabeça e as mãos. – E antes de mais nada, BOM DIA pra você também! – Voltou a lixas suas unhas.

Ele olhou sério pra ela, fechou os punhos, respirou fundo… E bufou. Ele odiava esse jeito ranzinza dela, sabia que estava errado mas ela poderia ser mais compreensiva, havia sido um dia cansativo. Ao descer a Grécia, milhares de filósofos começaram a discutir de ele existia ou não, e começaram a pedir provas e feitos e nossa! “Foi um saco”.

Todavia, Hera não era compreensiva, e ele não tinha outra opção a não ser aceitar os fatos.

– Bom dia, cadê minha comida?

– Ué, deve estar na cozinha… BERENICEEEE!!! Vem servir esse infeliz! – Esbravejou Hera.

– Infeliz? Como se atreve a falar assim comigo Hera?

Ela o encarou, séria. Como quem precisava de pouco mais para iniciar uma briga.

– Me chamou senhora? – Apareceu Berenice por trás da porta. Mulher simples e já de certa idade que havia sido contratada para trabalhar no Olimpo, a pouco tempo através de uma agencia de emprego chamada de “Divina”. Agencia meio simples, mas muito competente. Inclusive, consegui esse meu trabalho como narrador de histórias lá, recomendo.

– Chamei, pega comida pra esse estrupício, por favor – Sorriu.

– O que?

– Pega comida pro seu patrão.

– O que? – Ta, o problema era que Berenice além de ser alguém muito humilde e com poucos modos, ela tinha um pequeno problema de semi-grande-surdez proveniente de uma festa do vinho. Ótima festa, lembro-me que apareceu um primo de Zeus que conseguia transformar água em vinho… Esse dia foi massa…

Mas isso é história pra outro conto, na verdade, nem sei por que estou contando tanto sobre Berenice… Continuando.

-… – Hera a encarou por um minuto… Ajeitou seus cabelos louros – Berenice…

– Pois não?…

– Pegue o prato de comida para seu patrão… – Disse calmamente. Já pensando em como demiti-la no fim do expediente.

– Ah! É pra já – Sorriu a senhorinha com os poucos dentes que tinha.

A mulher partiu, e os dois Deuses ficaram sem trocar um olhar por minutos. Fazendo uma pequena pirraça entre si. Mas isso, sinceramente, tanto faz. Pois iniciarei agora, a verdadeira e emocionante história de Ares, Deus da guerra. Que teve batalhas vindouras contra gigantes, mortais e muitos outros deuses! Pode ao ter ganhado todas as batalhas, mas venceu muitas delas! E naquele momento, era ele quem entrava no grande palácio de Zeus. Com suas vestes de batalha e espada presa à cintura. Músculos volumosos e um lindo elmo de guerra em suas mãos. Ele era um cara simpático, de bom coração, trabalhador, responsável… E que a cima de tudo, adorava seus pais, Zeus e Hera.

– EAEEEEEEEE Família! – Deu um belo sorriso enquanto andava em direção aos pais, atravessando aquele enorme salão d’onde estavam.

Hera e Zeus se entreolharam, e tiveram um curto diálogo apenas com o olhar: “Ta vendo, é seu filho”, “Eu? Não foi eu que criei isso não…”, “Não? Vai dizer agora que eu também saio por ai te traindo, é?”, “Não comece com esse seu ciúmes, eu nunca te trai Hera”, “Você pensa que me engana… Não é, safado?”.

– Então pai, tenho um papo sério pra falar contigo. Lembra daquela carroça que você me emprestou?

Zeus teve uma pequena desaceleração de seu coração naquele momento, piscou algumas vezes, e tentou manter a consciência.

– Minha carroça novinha, cromada, com airbag, direção hidráulica, ar-condicionado e frigobar?

– Essa mesma!… Eu bati – Disse com desdém.

– O que? – Zeus teve seu mundo em câmera lenta. Girando.

– Mas fica sussa, o alto falante ficou intacto!

E de tanto “girar e girar” em sua mente, Zeus caiu, semi-desmaiado.

– Ah, mais essa agora… O Berenice! Vem ajudar meu marido aqui! – Gritou Hera, ainda lixando suas unhas, que deviam ser infinitas pelo jeito.

– Chamou Senhora?

– Vem aqui ajudar meu marido!

– O que?

-… Esquece Berenice… Esquece…

– Mas fica tranquilo véio, depois eu te pago.

E Zeus, repentinamente teve seus olhos embranquecidos totalmente por uma estranha luz divina.

– Ta beleza então, to vazando – Disse o filho que tentou sair de fininho. Mas foi perseguido por vários raios que foram disparados em seguida.

TA, TA, TA!!! – o som ecoava pelas paredes límpidas do palácio.

– Volta aqui! Ainda não terminamos! – Gritou o Deus dos trovões, que saiu enraivecido atrás do filho.

“Infantil e irresponsável igual ao pai…”, pensou Hera.

Tudo bem, talvez eles não se dêem tão bem assim, mas ao menos, Ares ainda era uma cara legal com as pessoas, deuses ou mortais, e convenhamos super romântico.

Pouco depois, Ares foi para uma taverna ali perto, local simples mas de bom vinho e ótimas mulheres. E uma dessas, com corpo esbelto e curvas completas passou ao lado de nosso herói. Ele a olhou de cima a baixo, e segurou a mão delicada da moçoila. Tirou seu óculos de lente amarela, e disse:

– Gata, me chama de Deus grego que eu te levo pro Olimpo, sua linda!

– Putz… – Ela puxou a mão, e se afastou enojada.

Após aquele singelo fora, ele senta ao balcão.

– Me vê uma Itaipava!

– É… Aqui só temos vinho, senhor…

– ah, claro, pode ser…

Sabe… Talvez ele não seja o mais romântico e pareça mais um alcoólatra nesse momento, entretanto, existiu um momento, naquele mesmo recinto inclusive, em que Ares conheceu seu grande amor. Foi um dia qualquer, como qualquer outro… Aquele amor que vem de um lugar inexplicável e toma conta de todo nosso existir. Ela entrou na taverna suavemente, com seus véus sendo balançados pelo vento. Ele a olhou e sentiu seus batimentos aumentarem arduamente. Seus olhos, seu olhar, seu corpo, além de perfeita ela tinha um semblante único! Ela passou ao lado de Ares, e o mesmo não pôde perder a oportunidade.

E por uma coincidência do destino, seus olhos se cruzaram.

– Nossa, jamais vi mulher tão bela quanto você – Ares segurou suas mãos delicadas.

– E eu, jamais vi homem tão forte quanto você – Ela admirava os músculos volumosos do Deus.

– Qual é o nome da mulher o qual roubou meu coração?

– Afrodite… E o seu?

– Ares, o deus da guerra! – Fez uma ceninha básica se vangloriando. – E sinceramente Afrodite, acho que nós temos algo especial. Meu coração nunca ficou tão bolado por alguém.

– Eu também sinto isso…

E sentiam, realmente sentiam!

– Eu… Te amo! – Declarou nosso amável e bondoso Deus.

– Também lhe amo… – Ela caiu aos seus braços.

– Então é isso! Vamos nos casar?

– Ain, querer eu até queria… Mas, eu já sou casada, com Hefesto! – Ela diz com pesar, enquanto Ares a coloca em pé.

E eles se encaram por segundos, se perguntando se realmente pertenciam um ao outro, e até onde iria esse amor.

– Vamos nos encontras escondidos… Ele jamais desconfiará.

– Isso, isso! Vamos sim! – Os olhos dela brilhavam de excitação. – Como que está o seu perfil no face?

– Ares – Deu uma sensualizada no olhar – O Deus da guerra!

– Vou te add, gato – Ela piscou.

E assim Ares conheceu o grande amor da sua vida… Obrigado pela atenção, tenham um ótimo fim de semana.

O que? O que aconteceu com eles?

Ahhh, isso é pra semana que vem. Boa parte dos escritores aqui da agencia estão de férias, portanto, vamos concluir essa história na próxima semana.

Acho.

Mas fiquem tranquilos que assim que me passarem roteiro dessa fantástica e verídica estória, eu volto a narrá-la a vocês.

Ele e ela

Publicado: março 9, 2013 por slyfer052 em Contos
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Eles viviam brigando.

Ele, ela.

Corriam um atrás do outro, entre tapas, entre beijos, entre voadoras. Provocantes.

Entretanto, era muita bagunça, ninguém aguentava isso!

Ele dava um beijo, e ela ficava assustada, parada. Depois corria atrás do mesmo.

Viviam assim.

Apaixonados.

Brigando.

Brincando.

Causando desordem por todo mundo, estressando todos e castigando a tudo. Desde o mais simples solo a mais densa floresta… Da pequena casa do campo a grande cidade.

Então, os separaram… Alguém escolheu.

E eles vivem em um ciclo infinito. Ele corre por ela, e ela por ele.

O dia e a noite, girando e girando, um pelo outro, amando e sonhando.

 

 

 

Qualquer semelhança entre realidade, ou filosofias passadas é mera coincidência.

Um beijo

Publicado: março 3, 2013 por slyfer052 em cronicas
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– Eu te amo!

– Eu também te amo!

Eles se aproximaram lentamente, fatalmente, com luxúria e amor. E Inclinaram-se suavemente, imaginando seus próximos anos, juntos, com suas vidas se entrelaçando e se amando cada vez mais.

Fecharam os olhos, e se beijaram.

BOOOM!

 

Ele era uma bexiga, e ela uma agulha.

Voar por ai

Publicado: janeiro 27, 2013 por slyfer052 em Contos
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Sai correndo e entrei na cabine telefônica. Lógico, aquilo não impediria a visão de ninguém, mas era o jeito mais fácil. Coloquei minha capa e voei, algumas pessoas me encaravam enquanto outras não, afinal, hoje em dia não é tão difícil ver alguém de terno e capa vermelha voando por ai. Virei algumas esquinas e desviei de alguns toldos e fios elétricos. Era complicado voar, precisava ser ótimo em esquiva além de ser necessário ter habilitação e utilizar normas de segurança e tals, mesmo eu sendo um herói… Poxa… Hm…

Entretanto, não havia tempo para deslumbres. Precisavam de mim! Aliás, ela precisava de mim!­

Cheguei, e pisei firme ao chão. Olhei por sobre uma lata de lixo e lá estava ela, sendo assediada pela besta pútrida de kaikaman, criatura sombria e persistente, que com sua pele verde e escamosa exalava repulsa para alguns, mas não a ela… Que sempre foi tão meiga e gentil… Linda como a mais simples flor, complexa como uma prova de matemática, perfeita. ­

Ele, eu já havia milhares de vezes expulsado da região, mas sempre voltava. Parecia que pedia para apanhar ou algo do tipo.

E ela, sempre a mandei se afastar da besta traiçoeira, todavia nunca me ouviu, sempre dizendo que era tudo um ciúmes bobo de minha parte. Claro, ciúmes, daquilo.

Aham.

Conversaram ali por minutos, mas observei-o em todo o instante com meus olhos entreabertos, fixos. E no menor movimento que ele fizesse para se aproximar de minha querida voaria em sua direção e terminaria com sua raça.

Todavia, não aconteceu… Por sorte da criatura que foi se rastejando para longe. Ótimo, assim ela estará a salvo. Tudo graças a mim, nossa, deveria mesmo largar o escritório e seguir carreira solo como super-herói. Imagine, o quanto não lucraria com camisas estilizadas ou com miniaturas de pelúcia. Abriria filiais pelo mundo todo… Faríamos passeatas em meu nome…

Seria um sucesso!

– Sabia que você é um babaca? – Exclamou ela a minha frente. Mas como ela havia me encontrado se estava tão bem camuflado atrás dessa la…

– Você achou mesmo que eu não iria te ver atrás dessa lata de lixo? – hm…

Ela ficava muito linda quando brava, com suas sobrancelhas acentuadas e rostinho de decepção!

– Até quando vai continuar com isso?

Fiquei imóvel por segundos ainda analisando sua pele branquíssima e seu vestido de flores…

– hein?

Chacoalhei minha cabeça, como que recobrando minha consciência e respondi enquanto ajeitava meu cabelo:

– Bem, isso depende. Estarei presente sempre que você estiver em perigo – Olhei distantemente fitando o horizonte com meu peito estufado.

– Sério, você tem que parar com isso! – esbravejou.

– Você sabe que, sempre farei tudo para lhe proteger.

– Não fale assim! – Ela girou e caiu em meus braços – Sabe que não preciso de você…

– Não?

Nossos rostos se aproximavam lentamente, enquanto nossos olhos já se fechavam. Conseguia sentir seu pulsar se acelerando lentamente, seus lábios grossos quase encostando os meus…

Mas aí.

O telefone tocou.

– Alô?

Era ela.

– Ah, já to indo pra ai!

E pronto, minha imaginação foi voar novamente.

Inutilmente

Publicado: agosto 4, 2011 por slyfer052 em poemas
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Como uma rosa

Se desabrocha

Chora

Uma história?

 

Nada posso fazer

Apenas ver

Ver que inútil sou nesse momento

Que não posso tirar o seu tormento

 

Tempos se passam

Seus machucados saram

E eu nada fiz

Mas ainda sim, inutilmente fico feliz

 

Como se tivesse te ajudado

Me sinto animado

Tempos se passam novamente

E você volta a não estar contente

 

O que lhe faz agir dessa maneira?

A vida? Ou apenas uma besteira?

Tento te entender

Mas receio que nem vendo, posso crer

 

 Um dia feliz

E outro triste, mas o porquê, não me diz

Só me resta agora continuar tentando

Sempre inutilmente, mas talvez, te animando

Estrela a me guiar

Publicado: junho 8, 2011 por slyfer052 em poemas
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Apesar de sempre brilhar

Às vezes não consigo lhe enxergar

Ofuscada está pelas nuvens sem fim

Mas sempre possuirá um lugar em mim

 

Tento sempre te alcançar

Embora sempre esteja a falhar

Sempre algo existe a me impedir

As nuvens provavelmente estão a rir

 

Continuarei a tentar eternamente

E mesmo que fracasse

Você sempre estará em minha mente

 

     Lucas Moraes/Slyfer052